O outro lado do BR-Linux

Thursday, November 10, 2005

Comentários

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Vou deixar assim por um período de testes, para ver quanto spam vai aparecer nos comentários.

Wednesday, November 09, 2005

Fundandor da SuSE abandona o barco

Conforme noticiado no Slashdot, o fundador da SuSE está abandonando a Novell.


Talvez esteja relacionado ao fato de a Novell ter anunciado que vai padronizar seus Desktops com o GNOME...


Quando a SuSE foi comprada pela Novell, alguns lembraram que a Novell tinha a incrível capacidade de afundar todas as empresas que ela comprava. Será que ela vai conseguir denovo?


Eu continuo com meu Ubuntu.

Interface binária no kernel

Como primeiro notícia a ser comentada aqui, escolhi essa, sobre o que foi traduzido como "Drivers com código fechado para o kernel".


Na notícia original, o assunto era "a binary kernel driver layer", o que deveria ter sido traduzido como "uma camada binária para drivers do kernel", e não "uma camada para drivers binários do kernel".


A tradução, embora não seja tão diferente, dá a entender que o que está proposto é simplesmente para permitir drivers fechados, como pode-se ver no título da mensagem postada no BR-Linux.


Não é. Essa camada serviria para permitir que desenvolvedores de drivers, abertos ou fechados, pudessem distribuir seus drivers independemente do kernel, sem maiores esforços. Hoje, a maior parte dos drivers para Linux são distribuídos em um enorme pacote, que é o kernel. Hoje ele tem algo em torno de 40 MB, compactado.


Com essa camada estável, um desenvolvedor de driver poderia distribui-lo sem depender do kernel. Independemente da versão do kernel que estiver usando, você poderia baixar a versão mais recente do driver, e utilizá-lo, sem ser necessáriao atualizar o kernel, ou mesmo recompila-lo.


Isso trás vantagens até para os desenvolvedores de drivers abertos, e livres.


Mas, eu concordo, também trás vantagens para desenvolvedores de drivers fechados, como a NVidia. O driver da NVidia, hoje, é muito chato para ser instalado em kernels diferentes. Com uma interface binária estável, a NVidia vai poder lançar uma versão do seu driver, que será independente da versão do kernel.


Outras empresas poderão fazer o mesmo, lançando drivers para linux dos seus hardwares, ainda que sejam drivers fechados. Isso, de forma alguma poderá ser ruim. Para os usuários puristas, que só utilizam software livre, será possível continuar a não utilizar o driver, ou então utilizar as alternativas abertas. Para os outros, será possível utilizar o driver fechado. Sem problemas, cada um escolhe a sua opção.


Muitos usuários reclamam de empresas que não oferecem drivers para Linux. Muitas, pasmem, não podem abrir o código dos seus drivers. O da NVidia, por exemplo, é cheio de código patenteado por outras empresas. A NVidia licencia esses códigos, para poder utilizar em seus drivers, e não pode distribui-los com o código aberto. Simples assim. Muitas outras empresas também estão na mesma situação. Além disso, outras empresas podem simplesmente, por opção comercial, não querer distribuir seus códigos-fonte. É a opção delas, e deve ser respeitada.


Oferecendo um driver fechado, essas empresas vão estar oferecendo algo a mais. Elas não vão tirar nada de ninguém. Quem quiser, vai poder ignorar completamente esse driver. Só quem quiser usar vai precisar usá-lo. Quando eu vejo alguém criticando a proposta, parece um caso de "Eu não gosto, não quero usar, e também não quero que ninguém use". Se você não quer usar, ótimo, não use. Mas deixe outros utilizarem. A proposta não é de colocar código fechado dentro do kernel, e sim de estabelecer uma API estável para que o kernel POSSA utilizar drivers fechados com mais facilidade.


Por último, é importante observar que quem está propondo isso são as empresas da OSDL, que, entre outros, emprega o Linus Torvalds, Andrew Morton e Andrew Tridgell.